domingo, 18 de agosto de 2013

76ª Mensagem - Psicografia para Sra. Dirce S. de Lima

76ª Mensagem Psicografada
17 AGO 2013
9hs38min P.M.

Para: Sra. Dirce Santos de Lima
De: Flávia Anay de Lima
 “Minha vozinha querida, a Senhora que foi para mim o meu pai, a minha mãe, a minha vó, o meu tudo – o escudo protetor e carinhoso para onde eu corria todas as vezes que me sentia triste, nervosa, incompreendida em meus sentimentos, em meu querer... a Senhora que muitas vez diz que a mamãe e o papai não gostavam tanto de mim como a Senhora, não sofra minha querida. Não fique buscando razões, culpados e ressarcimentos que não são necessários mais no tempo em que vivo.
Se houve culpados, os culpados fomos nós dois. Hoje eu aprendi que nosso maior presente Divino é o dom do livre arbítrio. Temos a capacidade de decidirmos sobre o que é melhor para nós. Temos a obrigação de buscarmos relações que nos engrandeçam como pessoas e eu sabia, sempre soube, que o Rafa não era a minha melhor opção, mas eu pensava que o amava, morria de ciúmes dele, brigávamos e fazíamos as pazes, voltávamos a brigar e outra vez eu fazia as pazes. Ainda na minha infantilidade eu achava que era normal uma relação assim, mesmo quando ele me agredia. Mas eu também agredia ele. Eu o queria só para mim, sem todas aquelas pessoas, de certa forma importantes, ao lado dele. Eu não permitia que ele saísse sozinho – não queria que falasse com nínguem. Nos últimos tempos eu já não sabia se eu aceitava tudo isso porque tinha ciúmes dele ou se era porque consenti em fugir da casa dos meus pais e depois quando percebi que não era do jeito que sonhei tinha vergonha de voltar. Brigávamos muito mas eu me sentia importante tendo um apartamento em SP só para nós. Vozinha eu estou dizendo tudo isso para que a Senhora compreenda que o que passou já passou. Não dê importância as coisas que te falam sobre minhas vidas passadas ou as dele, ignore se foi ou não do meu merecimento, não pense em justiça terrena – essa não é tão importante – nada disso é importante.
Deixa eu te contar uma coisa: eu estou bem, vivendo num mundo de paz e de encanto. Tenho estudado bastante. A Senhora sabe que eu gostava de estudar, mas aqui os estudos são diferentes. Aprendemos quando compreendemos o ontem e o hoje, já trabalhando por um amanhã melhor. Pude recordar todo o meu passado e para a minha alegria e surpresa poucos eram os meus resgates. Pude voltar logo para o nosso verdadeiro lar e daqui estou orando muito para que a Senhora, o vó, tudo mundo daí, sintam em seus corações a compreensão, a paz, o conforto e a alegria que hoje estou sentindo...
Não deixe que a tristeza e a saudade se transformem em revolta. Acredite nos Planos de Deus. Ele tudo sabe. Agora eu tenho certeza disso.
Pense em mim como a sua filha querida, que muito a ama e agradece por todo o empenho – quase uma obsessão – em fazer nossos vizinhos, as pessoas que nos conhecem, ou todos os que viram meu caso na televisão acreditarem e entenderem que fui uma vítima.
Isso não importa minha vó, o que realmente importa é termos paz e a sua paz chegará quando a Senhora me permitir dividir com a Senhora toda a paz que estou sentindo. Abra seu coração vozinha, sinta o meu calor, sinta a nossa união servindo de corrente para te levar todo o meu amor, todo o encanto do mundo que estou vivendo...
Deixe-me beijá-la para que sinta o gosto da vida em meu espírito. Estou viva.
Fale para meu pai não se sentir culpado por todas as vezes que me impediu de fazer tudo o que eu queria – ele estava certo.
Não pense que a mamãe não sente minha ausência. Sente sim e luta desesperadamente para não deixar o ódio tomar conta dela.
E quanto ao vô, que sofre calado a minha ausência fale para ele que eu continuo a mesma – cutucando ele – fazendo àquela movimentação – eu só quero que vocês voltem a sorrir.
Olha eu quero que a Senhora corte os cabelos, volte a pintá-los, se arrume e saia para passear – me chame que eu a acompanharei e se a Senhora deixar eu lhe darei a minha paz, alegria e forças para a Senhora continuar, porque sendo assim, confiando no Senhor, daqui a um tempo (não sei precisar quanto) todos irão responder pela sua parcela de culpa.
Não fique decepcionada comigo. Aqui todos nós sabemos dos seus esforços para manter digna a minha imagem mas o que eu mais desejo, do fundo do meu coração, é vê-la em paz.
Sua neta
Flá.”