terça-feira, 22 de abril de 2014

18ª Mensagem - Dividir e Respeitar...

18ª Mensagem Psicografada
21 ABR 2014
9hs5min P.M.

Dividir e Respeitar...
"Um campo grande que se perdia aos nossos óios...a fogueira branda, queimando lentamente os gaios que por lá nois tinha pego...no caneco fervia a erva colhida ainda fresca do orvaio da noite que preparava nosso bebericar, pra acarmar nosso coração. Lá num canto um cabra dedilhando sua viola, fazendo um sussurro no pé do ouvido alembrando a saudade de casa...no outro canto, com caneco na mão tava o outro cantarolando uma cantiga solitária...as redes espaiadas pelos cantos, presa nos tronco do cercado onde o gado descansava e assim, de noite em noite, de cavalgo em cavalgo durante o dia claro nóis seguia com nossa boiada. Era assim minha fia, veis ou outra nós tropeçava num animar bravo, faminto...outra nóis tinha que atravessa águas nervosas, frias ou então, aquelas que de tão carmas até pareciam mortas, mas bastava nois bota nossos pés nela pra senti toda a sua força...
Hoje muitos de nóis tamo aqui minha fia...somo os caboclo boiadeiro, que vem abrindo as porteira, tirando o perigo do caminho...dizem que sumo forte, mais o que nóis temo mesmo minha fia é muito respeito pelas terras de Nosso Pai e muito respeito tumbem por tudo que Ele fez brota aqui: pedra; essas foiarada toda - esse tanto de mato e de flor, que além de nos alegra os óios ainda muitas tratam de nossas moléstias...tem tumbem a bicharada...é grande, é pequeno, que voa, que nada, que pula, que anda, tem di tudo e tem nóis, quer dizer, tem oceis e tem nóis que agora sumo espírito. É só isso que nóis tem, muito respeito por tudo. Em nossas andanças, conduzindo a bicharada de um canto pro outro, nois teve oportunidade de aprende que todos nois podemo vive com o necessário, que não carece fica guardando tudo...só importa minha fia que tu tire o que te é importante e divida com o próximo aquilo que te sobrar e nóis aprendemo tumbem a ouvi, escuta o que a natureza tem pra nos ensina. Esse silêncio que era necessário que nóis fizessemos de modo a escuta os bicho que podiam ataca tumbem  nos ensino a ouvir o sussuro do vento, o murmurinho das aves, o balanço das foias e o som das águas minha fia - num tem remédio mio pra alma que o barulho das água caindo...
Fosse o que fosse que nos acontecesse fia nóis sabia que o Pai tava sempre a nos proteger e assim nóis ia protegendo aqueles, os bicho, que eram mais fraco... E depois fia nóis descobriu que de fraco os bicho não tinha nada - eram eles que nos davam o leite, a carne, o couro e outras coisas mais, pra nos fortalece. E assim tumbem era com os mato, as água, a terra e todo o resto.
Como eu ia dizendo antes hoje nóis tá aqui e oceis tudo fala que sumo forte - sumo não minha fia...sumo tudo iguar os ceis, só que nóis apremdemu a dividi o que temo e a respeita... então Nosso Pai Maior abre tudo as porteira pra nóis...
Entendeu?"

João dos Bois

segunda-feira, 21 de abril de 2014

17ª Mensagem - Sanduíche de bolo...

17ª Mensagem Psicografada
20 ABR 2014 
11hs6min P.M.

Sanduíche de Bolo...
"Um sanduíche de bolo...você já experimentou? 
Ele é feito com a combinação de sabores de bolos diferentes...
E assim é na vida terrena: uma festa com vários sabores de bolo...os mais melados, mais úmidos; com pouco ou com muito recheio; de sabores fortes ou delicados; de frutas; coloridos ou não; de ocasiões especiais ou até um simples bolo, sem recheio ou cobertura, como àqueles do café da tarde, e ainda tem aqueles que você só aprecia no dia seguinte, parecendo, inclusive, que são até mais saborosos. O fato é que são todos bolos, em sua maioria usando os mesmos ingredientes como base: farinha, ovos, leite, manteiga, açúcar... e o que pensar sobre isso? Afinal, muitos dos nossos dias não tem nada parecido com dias festivos - as vezes são até enfadonhos e tristes e mesmo assim para cada um dos dias nosso Pai Criador nos oferta um pedaço de bolo, como nosso "pão nosso" necessário àquele dia...
O "bolo nosso" de cada dia não é apenas o alimento necessário ao corpo físico, não... como bolo que é, ele nos ampara em nossas necessidades, inclusive espirituais...
Recebemos bolos diferentes para que a cada pedaço ingerido nós possamos assimilar diferentes sabores e assim promovermos o equilíbrio de nossas necessidades e o aprendizado das diferentes lições evolucionistas.
A cada lição aprendida, a cada sabor reconhecido e interpretado, um novo degrau no restabelecimento harmônico do espírito se dará e assim, de pedaço em pedaço, de sabor em sabor, da combinação dos diversos sabores se idealizará o "sanduíche perfeito"."

Rodolfo Rubert