segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia Triste...

Atualização:
26 NOV 2014


Dia triste...

Hoje vivenciei um momento de muita tristeza mas também de profundo aprendizado e fortalecimento da minha fé...

Sabemos que quando em uma gira ou trabalho espiritual somos atendido por um guia, aquele é um momento mágico, é um momento muitas vezes esclarecedor, divisor de águas e decisório na nossa vida. E é assim que tem que ser: ISSO É UMBANDA - ajuda, amparo e orientação. E assim são os guias espirituais, ou entidades como alguns preferem chamar e, dentro disso, posso afirmar que sou uma pessoa extremamente feliz...tenho comigo a companhia de seres de muita luz e sabedoria...que me acolhem, me orientam, me protegem...puxam minhas orelhas também, mas sempre com o único objetivo de me orientar por caminhos mais acertados e benéficos.

E é exatamente por acreditar nisso, por entender que para aquela entidade conquistar o grau de Guia, passou por muito estudo, muito trabalho, muita vivência, onde adquiriu muita sabedoria...por acreditar que os Guias são espíritos de irmãos mais velhos e realmente muito mais evoluídos que nós que muito fiquei entristecida em ver um comportamento tão triste.

Como posso crer que um Guia/Entidade/Guardião que pauta seu trabalho espiritual em maturidade, equilíbrio, justiça e bondade, possa determinar, sem sequer uma explicação plausível, tal comportamento, tão equivocado, dessa pessoa tão querida... Não posso acreditar nisso...ainda não compreendo...

Posso compreender que as vezes se faz necessária uma postura mais séria, mais rígida, mais disciplinadora, por parte do Guia - é assim muitas vezes mas nunca, felizmente, vivi para ver um Guia agindo com raiva e revolta em relação aos erros e limitações de nós encarnados.

Caridade também é compreensão, compaixão, tolerância, paciência, incentivo e esperança - e o Guia sabe disso melhor que ninguém!

O Guia, que é calmo, equilibrado, tem discernimento e nutre por nós um amor incondicional, olha pra seu médium, ou seu assistido, com o carinho e a tristeza do pai que vê seu filho doente da alma.

Mas ele continua vindo e incorporando assim mesmo, pois é refletindo o íntimo de seu filho que talvez ele o desperte para os desequilíbrios de sua vida que estão se materializando durante a incorporação. E, consciente de si mesmo, esse médium busque ajuda para mudar e melhorar. Ele continua vindo, ainda que por breves momentos, para manter a disciplina e o aprendizado ao qual ele se propôs ao chegar naquela casa.

Façamos, todos nós, médiuns que incorporam e dão consultas, dirigentes, sacerdotes/sacerdotisas, uma auto análise, uma reflexão de nossos Guias e o comportamento deles e que possamos medir onde termina o nosso ego desequilibrado e onde começa a sabedoria e o amor do Guia...

Com muita tristeza e ainda aprendendo, firmo aqui a minha fé em dias em que a verdade absoluta se fará clara e límpida como as águas de minha amada mamãe Oxum...cicatrizando todos os corações...