quinta-feira, 31 de março de 2016

Ação Social: Os vícios tem cura?

04 ABR 2016
2hs P.M.
O vício tem cura?
Minimizando os efeitos do comportamento compulsivo...

 5 vícios iguais ao uso de drogas que você pode ter e nem sabia
 
Todo mundo tem manias, TOCs e outros tipos de esquisitice, mas em geral as pessoas são conscientes disso. Entretanto, e quando temos vícios e nem sabemos disso? Afinal, jogar videogame, visitar sites para maiores de idade e fumar/beber são vícios que quase todos temos, mas esses são facilmente reconhecíveis.
Pra ir além, a Fatos te traz aqui alguns exemplos de vícios que nem parecem vícios, como ouvir música ou comer, que você pode fazer de forma obssessiva e não saber dizer porque. Acontece que o que caracteriza um vício é a necessidade de cada vez usar uma dose maior e geralmente diária de algo, até que fiquemos escravos daquilo para nos sentirmos felizes. Se você tem um problemas e quer resolver, explicamos aqui o que motiva cada um deles:

Música Pop

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Você já se perguntou por que gosta de Michel Teló, ou por que alguém que você conhece (e respeita) gosta? Realmente essa é uma pergunta difícil, mas se voltarmos até a sua infância, quando É o Tchan, Backstreet Boys, Spice Girls e congêneros faziam sucesso – e você gostava deles –  fica mais fácil entender.
Quanto mais banal, simples e previsível uma música for, maior prazer ela vai gerar para o ouvinte. Mas não é um prazer refinado, sutil, uma coisa psicológica que adultos e velhos vão curtir, como temos ao ouvir Bach ou Debussy. Na verdade, não importa o seu gosto musical (calma, haters), música pop – como funk, sertanejo, pop rock, hip hop e por aí vai – são feitos de maneira tosca de propósito, e, mesmo que negue, você sente prazer ao ouvir essas coisas.
De acordo com escaneamentos realizados em crianças (que não têm barreiras culturais e gostos definidos), às quais foram mostradas músicas pop ainda não lançadas, as áreas cerebrais ativadas ao ouvir as gravações eram as mesmas responsáveis pelo prazer, ainda que as crianças dissessem não ter gostado das músicas.
Isso acontece porque, ao ouvir uma sequência de acordes (melodia), nosso cérebro libera adrenalina e dopamina (sim, como ao usar drogas), derivando da expectativa que antecede um refrão ou coro. E aí que entra a previsibilidade: se a coisa que você estava esperando realmente acontece, uma segunda descarga hormonal é liberada pelo seu corpo. Ou seja: ouvir música pop não apenas vicia, mas também é mais ou menos como crack sonoro, e quanto mais previsível e fácil de lembrar ela for, mais viciante ela será. No fundo, isso quer dizer que sim, você, Sr. Metaleiro, curte Justin Bieber.

Comer salgadinhos, doces e coisas apimentadas

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Há três tipo de comidas, no geral, encontradas em supermercados e postos: doces, salgadas e apimentadas. Mas você sabe por que? O açúcar é visto pelo cérebro como uma recompensa, já que supre energia quase que imediatamente após sua ingestão – ainda que não alimente a longo prazo, e esse seja justamente seu problema. O mesmo ocorre para o sal, do qual precisamos para regular a pressão sanguínea e manter os nervos e músculos funcionando, podendo até mesmo funcionar como antidepressivos – uma forma do nosso corpo tentar nos manter vivos.
Em ambos, entretanto, o cérebro não sabe criar um limite. Por isso, entendemos que quanto mais sal e açúcar consumirmos, mais felizes seremos (o que é verdade, se depender apenas de hormônios no organismo). Todavia, como bem se sabe, o excesso desses itens é o responsável por 90% das doenças que enfrentamos mais comumente na velhice.
Já o ardido é o mais bizarro dos 3: quem gosta de coisas apimentadas curte dor. É isso aí: a sensação de prazer liberada após comer um bom dedo de moça é dopamina que seu cérebro solta para tentar equilibrar a sensação de dor, já que coisas apimentadas irritam nosso nervo trigeminal, responsável por todos os nervos da face.

Usar manteiga de cacau, rinosoro,vic vaporub, colírio e coisas do tipo

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Se você é desses viciados em manteiga de cacau ou produtos para descongestão nasal, deve saber que a palavra “vício” não é aplicada como metáfora. Nessas substâncias há agentes que causam vício real, fora substâncias naturais, como o mentol, cânfora e fenol, que é corrosivo para os olhos, pele e sistema respiratório, e pode até mesmo causar óbito se for injetado na corrente sanguínea (apenas 1 grama).
O que acontece, na verdade, é que a maioria desses itens resseca (olhe o “cloreto de sódio”, famoso sal de cozinha, na fórmula do Rinosoro, na foto) e destroi mais as áreas que você está tentando cuidar, o que te obriga a ser um escravo do produto para não sentir a dor e ressecamento – que, no caso, você está estimulando com os produtos.

Bronzeamento

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Seja ele artificial ou natural, você já parou pra pensar que está queimando sua própria pele como um frango de padaria? A resposta é a mesma que sobre comidas apimentadas: a sensação de ser frito vivo causa dor, o que seu corpo tenta arrumar com endorfinas prazerosas. E, assim como qualquer outra droga, o efeito passa a ficar mais fraco, o que faz com que você queira mais e mais da droga – que no caso é bronzeamento. Isso explica porque tem gente que chega a ficar quase laranja de tanto se bronzear.

Comer gelo

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Esse é um hábito que a maioria de nós abandona ao ficar adulto, mas você sabia que ele também é viciante? Pagofagia, o vício em comer gelo, geralmente é derivado de uma falta de ferro no organismo, ou pode ser causado por desidratação e até mesmo fome comum. Entretanto, pra quem desenvolve o hábito, novamente é criada uma lógica de recompensa pelo cérebro, que fará você mais e mais viciado em…gelo? Pelo menos isso não deve fazer mal pro organismo.