segunda-feira, 3 de julho de 2017

Falando de Coaching Espiritual

Falando de Coaching Espiritual


Algumas pessoas tem a ideia de que praticar a espiritualidade significa o mesmo que sentar em meditação, ou realizar rituais e coisas do gênero, por exemplo.
As pessoas pensam que existe uma enorme divisão entre a prática da espiritualidade e a vida comum, ou entre a prática e a sua própria família.
O fato é que, hoje em dia, temos que aceitar a nossa situação e aprender a usá-la como nosso caminho espiritual.
O que quero dizer com isso é que, claro que meditação é muito importante, mas não é o único caminho para tornar-se uma pessoa iluminada.
Precisamos desenvolver um coração realmente aberto, um coração generoso, um coração receptivo e paciente.
Temos que ter uma conduta ética muito clara, viver nesse mundo de uma forma que jamais causemos danos aos outros de jeito algum, nem danos a nós mesmos.
Devemos viver da maneira mais inofensiva possível, não pensando apenas em nós, mas cuidando dos outros, de modo que, ao encontrar cada ser, nosso primeiro sentimento seja: “Que você possa ficar bem e ser feliz”.
Não importa se é alguém que conhecemos ou não, ou mesmo alguém de quem não gostamos. Que você possa ficar bem e ser feliz. Todos nós podemos gerar essa sensação de boa vontade. Se a gerarmos, lentamente tudo o que fazemos na vida é transformado em prática.
Temos essa vida – é o que temos. Como vamos usá-la? Vamos usá-la de modo hábil ou vamos apenas desperdiçá-la? Depende de nós. Não podemos culpar ninguém por aquilo que nos acontece. Tudo depende apenas de nós, felicidade ou infelicidade.
O que fazemos com as circunstâncias que encontramos depende apenas de nós.
Cada um de nós é o único responsável pela sua própria vida e, por ajudar e oferecer amor e entendimento àqueles que estão mais próximos.
Não é muito difícil sentar e meditar por aqueles seres sencientes lá fora, em algum lugar do horizonte. Mas os seres sencientes por quem realmente temos que gerar bondade amorosa e compaixão são os que estão bem diante de nós, em especial aqueles por quem somos mais karmicamente responsáveis. Eles são os principais de nossas práticas.
Nossa vida cotidiana é a nossa prática espiritual.
Se temos percepção para usarmos nossa vida cotidiana como prática, então nossa vida tem sentido.
Continua...